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12/05/2010
Um acordo entre os líderes de todos os partidos na Câmara, na noite de ontem, 11 de maio, permitiu a derrubada de todos os destaques que desfiguravam o texto do projeto de lei que proíbe a candidatura de políticos condenados pela Justiça. Conhecida como "Ficha Limpa", a proposta de iniciativa popular será agora votada pelos senadores. O projeto, no entanto, dificilmente terá validade para as eleições de outubro deste ano. As novas regras só deverão ser aplicadas nas eleições municipais de 2012.
"Essa proposta requer o princípio da anualidade e, por isso, não vale para estas eleições", argumentou o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), depois de se reunir com as lideranças dos partidos ontem e decidir derrubar todos os destaques que modificavam o texto aprovado na semana passada. Firmado o acordo, os partidos que apresentaram as propostas de mudança no texto encaminharam pela derrubada do próprio destaque.
Pela proposta aprovada, os políticos condenados por órgãos colegiados ficarão inelegíveis por oito anos, depois de cumprirem a pena estabelecida pela Justiça. Pela legislação atual, os políticos perdem o direito de se candidatar oito anos depois da condenação, sem incluir o prazo de cumprimento da pena.
Para vencer as resistências dos deputados, o relator do projeto, deputado José Eduardo Martins Cardozo (PT-SP), criou o chamado "efeito suspensivo". Por esse mecanismo, o condenado poderá recorrer à instância superior, pedindo a suspensão da inelegibilidade até a sentença final. O projeto pune ainda a prática rotineira dos políticos de renunciar ao mandato para evitar abertura de processo de cassação. Pela proposta, o político que renunciar para escapar da cassação não poderá se candidatar nas eleições seguintes.
Na sessão de ontem foram derrubados sete destaques que desfiguravam totalmente o projeto de lei. Na semana passada, os deputados já haviam derrubado outros três destaques que também mudavam o projeto. O texto apresentado por Cardozo, há duas semanas, foi mantido na íntegra, sem alterações no plenário da Câmara.
Apresentado em setembro do ano passado à Câmara, o projeto "Ficha Limpa" já conta com mais de quatro milhões de assinaturas segundo o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral.
Comentários
Postado por:
JOAQUIM VIANA em Quarta-Feira, 12/05/2010
Comentário:
Se um já é demais imaginem dois VACAREZZA, é muita maldade junta mas, se esta proposta valesse para esta eleição de agora, iriamos ver um minimo de 400 caras novas no Congresso, extirpando-se esta cafagestada atual.
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